Danuza Leão – É tudo tão simples

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O mundo deu muitas voltas desde que Danuza Leão escreveu seu primeiro livro: “Na sala com Danuza”. Agora, 20 anos depois, a colunista fala, com aquele charme que lhe é peculiar, sobre etiqueta pós-internet, romance pós-celular e outras pós-modernidades.

Ex-modelo, ex-colunista social, ex-hostess de boate. Fora as temporadas em Paris, duas vezes por ano, e quatro ou cinco dias em Buenos Aires, pouco sai de casa. Só vai a lugares de onde possa sair por conta própria, de táxi.

Desfilou para diversas grifes de alta costura em Paris, mas se desfez de roupas, bolsas e sapatos dos tempos em que circulava pelas noites cariocas. No livro, diz que é perda de tempo guardar peças para usar quando emagrecer. “Isso não vai acontecer e, a cada vez que você olhar aquela peça do tempo em que era um palito, vai ficar deprimida.”

Nasceu em Itaguaçu, Espirito Santo, em 26/07/1933. Irmã da cantora Nara Leão, foi casada com o jornalista Samuel Wainer, fundador do extinto jornal Última Hora.  É mãe da artista plástica Pinky Wainer, do falecido jornalista Samuel Wainer Filho e de Bruno Wainer, empresário do ramo de distribuição cinematográfica, e avó do ator Gabriel Wainer [o Chulepa de Passione] e da estilista Rita Wainer.

É colunista das melhores. Seus textos são deliciosos e inteligentes.

Livros publicados:

. Larousse dos Gatos

. Na sala com Danuza

. Na sala com Danuza 2

. As aparências enganam

. Crônicas para guardar

. Danuza, Todo Dia

. Quase Tudo (auto biografia)

. Fazendo as Malas

. De malas prontas

e seu último Livro:

É Tudo Tão Simples –Editora Agir – R$ 34,90 (196 págs.)

Os princípios básicos, para ela, são sempre a educação, o respeito e o bom senso. “Etiqueta vem de ética, que não é regida por regras, mas só por você mesma, com a liberdade que tem – hoje, mais que nunca. (…) A ética se confunde com a boa educação, que não é luxo, mas artigo de primeira necessidade. Não é preciso ser rico para ser educado; basta ter respeito pelos direitos do outro, o que suaviza as relações”, escreve.

No livro ela diz que é preciso se livrar dos excessos, da prataria inútil aos apartamentos enormes, passando pelo – talvez o mais difícil – acúmulo de roupas dentro do armário. “Andei pensando nessa história de simplificar e vejo que passei a primeira metade da minha vida querendo ter as coisas – todas as coisas – e estou passando a segunda metade querendo me desfazer das coisas, e ficar apenas com o essencial”, conta ela no livro.

“Eu estava gastando o que eu não tinha, para comprar coisas que eu não precisava, para mostrar a pessoas que eu não conheço”.

Veja abaixo algumas dicas dadas no livro!

Tem que ter no guarda-roupa

– Uma calça jeans escura, que dê pra sair à noite;
– Uma calça jeans desbotada;
– Uma calça jeans preta;
– Duas calças jeans brancas;
– Uma calça cáqui;
– Uma calça reta preta;
– Uma pantalona preta;
– Duas calças fantasia (de bolinhas, xadrez, o que você gostar);
– Uma camisa branca linda, para jantar num restaurante;
– Um blazer preto bom;
– Se puder, um blazer marinho, para ocasiões mais esportivas, mas não é essencial;
– Um sapato extravagante;
– Uma bolsa que levante o astral quando a roupa é simplesinha;
– Uma sandália rasteira maravilhosa, bem cara;
– Um relógio masculino discreto, mas poderoso;
– Um relógio de aço, ouro amarelo ou branco, mas sem nenhum brilhante, por favor;
– Uma bolsona de couro para usar de dia; tem que ser a bolsa, e não pode ser nem aquela que está na moda, nem a cópia daquela que está na moda;
– Camisetas pretas;
– Camisetas brancas.”

Em casa

– Tentar andar mais a pé, de ônibus, metrô ou táxi. Se morar perto do trabalho, isso será mais fácil.

– Pra simplificar muito mais, segundo ela, “é preciso se livrar do mais complicado: as roupas”;

– Siga o critério: “Tudo que  não usa há um ano deve sair”;

– Caso não queira doar as peças que mais gosta e não usa mais, venda! Como se faz na Europa;

– Com CDs e livros, livre-se daqueles que você dificilmente ouve ou aqueles que você não tem mais o interesse de reler;

– Separe os livros por gênero na estante: Ficção, Não ficção, História, Biografias; e livros de idioma original quando não em português.

Viagem a um lugar frio?

A escritora sugere quais roupas levar: “Um jeans no corpo, outro na mala, uma calça preta, três suéteres, três camisetas, três pares de meias, um cachecol e um casaco para o frio.

Viagem de avião?

Na bagagem de mão,  sugere um “kit de sobrevivência”:

– Ansiolíticos (tranquilizantes);
– Remédio para dormir;
– Antiinflamatórios;
– Garrafinha de água;
– Barras de cereal;
– Se levará crianças, joguinhos para elas de preferência escolhidos por elas próprias;
– Livro ou leitor digital (como o iPad);
– Lenços de papel;
– Caneta;
– Hidratante;
– Colírio;
– Gloss incolor para a boca;
– Travesseirinho extra;
– Fone de ouvido;
– Óculos escuros;
– Meias e suéter de lã, no avião faz frio;
– Um guia sobre o lugar que você irá e 3 canetas marca-texto para marcar o que lhe interesse visitar.”

Pesquisa:

http://anamariabraga.globo.com/

http://www1.folha.uol.com.br/

http://fashion.me/looks/

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Sobre Senhoras na Moda - Vanda Panzica

Sempre gostei muito de moda e de criar ou tirar idéias para montar meu próprio look. Com a idade temos que observar mais detalhes que nos ajudem a conservar a elegância, esconder imperfeições, realçar belezas que a idade ainda não apagou, além de nos preocuparmos com looks de custos razoáveis. Senti falta de blogs direcionados à nossa faixa etária e foi então que resolvi criar este, aos 58 anos de idade.

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