Orelhão – Chu Ming

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 Chu Ming Silveira nasceu em Xangai, 4/4/41, e faleceu em 18/06/97(56 anos)) arquiteta e designer.

Formada em Arquitetura pela Faculdade de Arquitetura da Universidade Mackenzie, em 1964, notabilizou-se pela concepção dos protetores telefônicos, popularmente conhecidos como Orelhinha e Orelhão. Ícones do design brasileiro e do mobiliário urbano mundial, os protetores telefônicos foram nomeados pela Companhia Telefônica Brasileira quando de seu lançamento, Chu I e Chu II, respectivamente, em homenagem à sua criadora.  O ponto de origem de seu bem sucedido projeto foi o formato do ovo, segundo ela, “a melhor forma acústica”.

Ao longo da carreira profissional, além da Arquitetura e do Design, Chu Ming dedicou-se à Programação Visual.

Quando desenvolveu a ideia da cabine, em 1970,  era funcionária da CTB. “Ela ficou sabendo que a empresa buscava uma solução para substituir as antigas cabines [cilíndricas, feitas de acrílico e fibra de vidro] e iniciou o projeto”, conta o engenheiro Clovis Silveira, 66, viúvo de Ming.

Em 1971, a peça foi testada em São Paulo. Um ano depois, os novos protetores feitos de fibra de vidro para os telefones públicos começavam a ser instalados no Rio, no dia 20 de janeiro, e na capital paulista, logo depois, no dia 25 do mesmo mês.

O que diferenciava o orelhão [das antigas cabines] era o aproveitamento do espaço, podendo ser instalado mais de um aparelho em um poste, além de ser de construção fácil e barata,pois usa pouco material”, diz Clovis.

Para Marcelo Silva Oliveira, 43, professor de design da Faculdade de Arquitetura do Mackenzie, onde Ming se formou, a criação marca uma das iniciativas do início de uma escola de design no Brasil. “O orelhão era muito diferente das nossas referências de telefones públicos, como a cabine inglesa”, afirma ele. “A forma causava uma estranheza inicial, mas quebrava as linhas sempre retas da cidade.”

Na casa projetada pela arquiteta, onde a família morou até a década de 1990 e onde hoje fica o escritório de Clovis, no Morumbi, zona oeste, um pequeno acervo reúne as memórias de Chu Ming. Na antiga sala de trabalho dela, uma caixa guarda recortes de jornais, livros e informativos recolhidos por Clovis sobre a criação da esposa. O material, quase na íntegra, deu origem ao site www.orelhao.arq.br, desenvolvido em 2003 pelos filhos do casal, Djan Chu, 40, e Alan Chu, 36.

A casa ainda funciona como uma espécie de museu –no jardim, é preservado um orelhão pintado de branco e sem o telefone dentro, que foi exposto pela chinesa na 1ª Bienal de Arquitetura da cidade, em 1973.

Sobre o futuro incerto da peça, que dia após dia vai sumindo da cidade, Clovis ainda é otimista: “O orelhão faz parte da nossa paisagem. E conta com um serviço público dentro dele. Acho que ele vai permanecer e incorporar novas utilidades”.

Desde que o primeiro telefone público CHU-II apareceu nas ruas, em 1972, já se foram 40 anos. Durante esse tempo, ele foi apelidado de Capacete de Astronauta, depois, de Orelhão, aceitou fichas, cartões, foi depredado, esquecido e, finalmente, substituído pelos celulares.

À partir do dia 20 de maio, porém, esse ícone do design brasileiro ressurgiu nas ruas de São Paulo com outra cara: como globo de discoteca, pintado de cérebro, e alguns com tantas intervenções que nem parecem mais o bom e velho orelhão.

O que você tem na cabeça?, de Carla Fernandes, está na Av. Paulista, 1313, em frente ao Fiesp

Por trás de tudo isso está a Call Parade, exposição pública patrocinada pela Vivo, que além de convidar dez artistas de renome para transformar os orelhões em arte, recebeu centenas de projetos pelo site www.callparade.com.br.

O objetivo do projeto é chamar a atenção das pessoas para a importância de preservar os orelhões.

Alan Chu, filho da criadora do orelhão, foi um dos convidados pela Call parade, e criou  a obra “Calendário Lunar”, inspirada pelo calendário milenar chinês que retrata a passagem da Lua pelo céu, o movimento da Lua no céu é retratado no  orelhão e está exposta na Praça Luiz Carlos Paraná com a Av. Brigadeiro Faria Lima. O orelhão também funciona como relógio de sol, já que a pintura da sombra no chão marca o meio-dia

Alan Chu

 

Hello Disco!, de EmiliAkemi., está na Av. Paulista, 800

Little Phone of Horros, de Oscar Kovach, na Av. Brigadeiro Faria Lima,2954

Mãos de Sapo, de Elói de Souza, que está na Av. Republica do Libano, 204

Ao todo, cem orelhões foram pintados e esculpidos. Acesse o mapa completo da exposição aqui (http://callparade.com.br/mapa-da-exposicao/).

Artista Cris Campana

Pesquisa:

http://www1.folha.uol.com.br/

http://pt.wikipedia.org/

www.callparade.com.br

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Sobre Senhoras na Moda - Vanda Panzica

Sempre gostei muito de moda e de criar ou tirar idéias para montar meu próprio look. Com a idade temos que observar mais detalhes que nos ajudem a conservar a elegância, esconder imperfeições, realçar belezas que a idade ainda não apagou, além de nos preocuparmos com looks de custos razoáveis. Senti falta de blogs direcionados à nossa faixa etária e foi então que resolvi criar este, aos 58 anos de idade.

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