Gustavo Lacerda, nasceu em 1970, em Belo Horizonte. Formado em Comunicação pela UFMG, seu primeiro ensaio fotográfico foi realizado em 1991, uma série de retratos num hospital psiquiátrico. Hoje reconhece nesse trabalho um olhar ainda imaturo, mas percebe que foi nessa época que decidiu ser fotógrafo.
Mudou-se para São Paulo em 1999, onde vive até hoje. Trabalhou com fotógrafos como Bruno Cals, Maurício Nahas e Paulo Vainer. Ganhou diversos prêmios entre eles em 2010, Leão de Prata no Festival de Publicidade de Cannes (Talent), três imagens do trabalho ALBINOS são selecionadas para a 18ª edição da Coleção Pirelli/Masp de Fotografias, Prêmio Porto Seguro de Fotografia, na categoria Pesquisas Contemporâneas
Veja como ele define seu trabalho com albinos:
“Já há alguns anos, os albinos despertam minha atenção. Um interesse peculiar, que vai além da questão do ‘ser diferente’, do inusitado. Eles trazem traços singelos de uma beleza em tons pastéis ressaltados na pele, nos lábios, nos olhos e nos pelos.
Fiz questão de valorizar e de certa forma mitificar o processo de produção e toda sua misancene (vestuário, cabelo, maquiagem, fundos cenográficos, etc) com o objetivo de colocá-los assumidamente na posição de DESTAQUE, numa situação produzida, como ‘atores’ de si mesmos”
Albinismo é causado por um defeito genético na produção de melanina, o que resulta em pouca ou nenhuma cor na pele, cabelo e olhos da pessoa (a gravidade do albinismo depende do tipo, pois há vários).
Chamado como “albinos”, essas pessoas têm uma aparência angelical, pele branca leitosa e cabelos também bem claros. Muitos sofrem uma série de questões médicas secundárias, como resultado da sua anomalia genética, que representa as variações da sua aparência física, especialmente no que diz respeito aos seus olhos. No entanto, na frente das lentes do fotógrafo brasileiro, eles mostram também que possuem uma beleza exótica.
O incrível na fotografia é que ela permite nos transportar entre as barreiras dos trabalhos, das cidades, dos países e entender um pouco mais de cada lugar, cada pessoa. Saber que se é diferente mesmo sendo igual.
Pesquisa:
http://www.gustavolacerda.com.br/
http://lounge.obviousmag.org/






