Estilo …por Costanza Pascolato

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Vale a pena ler de novo?  Sim é exatamente isto! … Esta entrevista de Costanza Pascolato para a revista Veja Mulher é  bem antiga,  mas nuito interessante e resolvi postar para quem  não teve oportunidade de ler…

Uma autoridade em moda como Costanza tem sempre algo a dizer que acrescente… Vale a pena ler de novo!

Estilo… por Costanza Pascolato.

Veja – Qual a diferença entre ser elegante e ter estilo?
Costanza – Eu diria que existem mulheres bem vestidas e outras com estilo. A bem vestida é aquela que compra tudo direitinho, conforme a proposta da vitrine: veste um figurino pronto e às vezes gasta até muito dinheiro, mas você não reconhece o jeito dela naquela produção. Já a mulher com estilo é a que consegue pinçar, dentro do que a moda propõe, aquilo que lhe cai bem e vai sublinhar sua personalidade. Ela vai pegar o sapatinho que viu na loja, misturar com um casaco comprado há dois anos e combinar com uma saia de que ela goste, e o resultado vai ser uma coisa moderna, que a favoreça. A mulher com estilo nunca será uma vítima da moda.
Veja – Ter estilo pressupõe uma certa ousadia? 
Costanza – Não é ousadia, é mais uma independência da opinião da platéia. A Fernanda Torres não pode tomar sol, então põe o chapelão. Está calor, mas ela acha que seus braços estão musculosos demais, então escolhe não mostrar. E fica à vontade dentro daquilo que ela escolheu, porque combina com o jeito dela. A maioria das pessoas que você vê nas revistas de celebridades se veste para fazer sucesso, não para ficar à vontade.
Veja – Como conciliar o estar à vontade com a elegância? 
Costanza – Veja a Sofia Coppola. Ela foi ganhar o Globo de Ouro de salto baixo! Foi com um vestidinho de jérsei preto e sem uma jóia. E no meio daquela peruada era a mulher mais chique da noite. Porque ela é desse jeito, o estilo de vida dela é assim.
Veja – Como você definiria seu estilo? 
Costanza – Eu ponho a mesma base e mudo os acessórios.
Veja – O que você chama de seu básico?
Costanza – Sapato baixo, calça preta e t-shirt preta. O resto é o blazer do fulano, a jaqueta da Isabela Capeto, as blusas da Marni. Adoro essas misturas e hoje estou legal para fazer isso. Não faria há três ou quatro anos porque estava me achando gorda e caída. Tinha só um xale vermelho, que cobria tudo e pronto.
Veja – De que forma você chegou a seu estilo?
Costanza – Quando era mais jovem, usei muito a roupa para me sentir mais segura. Podia ser a mais burra, a menos informada, mas sabia que, na aparência, eu me segurava. Então, me vestia para os outros. Só a partir dos 45 é que passei a me vestir da forma que me sentia legal. Mas estilo é uma coisa que você constrói todo dia. Já fiz coisas horríveis, já me vesti mal pra chuchu.
Veja – Por exemplo?
Costanza – Já usei um trench coat de cetim rosa.
Veja – Dá para nascer com estilo? 
Costanza – A gente erra bastante para acertar. Acho que ninguém tem estilo antes de uma certa idade – a não ser que você seja uma Kate Moss, que é uma menina que tem um talento inato para inventar looks que são copiados no mundo inteiro. Tem também aquelas mulheres fantásticas: Jackie Kennedy, Audrey Hepburn – elas faziam o que queriam. Imagine usar sapatilhas de balé com calça capri e camisa branca em 1956. Todo mundo andava de salto, calça era uma coisa esportiva, não se usava na cidade. Tinha de ter coragem para fazer aquilo.
Veja – Como descobrir o próprio estilo? 
Costanza – Um bom exercício é a gente se olhar no espelho várias vezes, friamente, da cabeça aos pés. Observar como funciona o cabelo atrás, de lado, de perfil. Se você consegue se ver como é de fato, pode até achar vários defeitos, mas vai aprender a usar o que lhe favorece.
Veja – Existe algo que derrube qualquer estilo? 

Costanza – Antigamente se dizia que sapato tinha de ser preto, bota branca jamais. Continuo achando bota branca uma coisa monstruosa, mas o que conta hoje é a harmonia do conjunto. O maior erro é você estar dissociada daquilo que está usando. Imagine uma mulher exuberante, sexualmente agressiva, que se veste toda romântica, de lacinhos. Isso é estar dissociada da roupa: ela fica parecendo aquele elefante da Disney que usa sapatilha de bailarina.

Veja – A valorização do estilo é coisa recente?

Costanza – Do fim do século XIX até os anos 50, a moda servia fundamentalmente para conferir status. As pessoas tinham como referência o chique, que era um modelo que a elite criava e os outros copiavam. Hoje, o contemporâneo é o chamado high-low – uma mistura do que é mais popular com uma coisa chique, para dar essa descontração, o ponto certo do negócio.
 
” A vida para mim é como a alta-costura. Se virar do avesso, o que não é visto, o que está oculto, deve ser tão impecável e bem-feito quanto a imagem de perfeição aparente da roupa. Nunca gostei do que é só fachada”

Costanza Pascolato.

Pesquisa:

http://www.blogdalaurabraz.com/

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Sobre Senhoras na Moda - Vanda Panzica

Sempre gostei muito de moda e de criar ou tirar idéias para montar meu próprio look. Com a idade temos que observar mais detalhes que nos ajudem a conservar a elegância, esconder imperfeições, realçar belezas que a idade ainda não apagou, além de nos preocuparmos com looks de custos razoáveis. Senti falta de blogs direcionados à nossa faixa etária e foi então que resolvi criar este, aos 58 anos de idade.

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