Fotografia – Gabriel Wickbold

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Auto didata em fotografia, filho de artista plástica, Gabriel Wickbold formou-se em Rádio e TV pela FAAP, onde estudou história da arte e estética. Seu início se deu na fotografia documental, logo após uma longa viagem ao nordeste brasileiro, cuja principal finalidade era descobrir a diversidade cultural do país. Rapidamente, percebeu que sua fotografia poderia ir além e resolveu propor novas visualidades, a partir da construção dos seus referentes, criados e desenvolvidos no próprio estúdio. E foi, baseado na tentativa e no erro, que essa experimentação levou-o às mais diversas possibilidades.

Sua principal singularidade: provocar, no espectador, a dúvida diante daquilo que não é imediatamente reconhecido.

Em poucos anos, ao mixar seu conhecimento de teatro, de música e de imagem técnica, entre outras linguagens, é que produziu uma fotografia potente que teve imediata aceitação no mercado, justamente por distanciar-se do senso comum.

Nos retratos apresentados nessa série, NAÏVE, Gabriel tem um sofisticado processo de criação. Primeiro, ele pinta partes específicas da cabeça do modelo, para provocar o aparecimento de uma espessura e textura além da pele. Em seguida, após a secagem, formam-se camadas craqueladas resultantes dos pequenos movimentos humanos. Logo após essa etapa, é necessário lixar algumas vezes os excessos e acrescentar elementos encontrados na natureza.

O referente – homem e natureza – torna-se um ser estranho e o processo busca enfatizar a relação intensa entre vida e arte.

relação intensa entre vida e arte.

“Durante o trajeto você vai construindo imagens das quais você se orgulha bastante e fica muito feliz por ter feito. E mesmo quando o tempo passa  você continua olhando pra ela com uma cara assim: ‘que puta foto que eu fiz’. Estes são aqueles trabalhos eternos, que vão ficar guardados em mim para sempre e sou capaz de citar vários momentos pontuais que foram importantes por conta do marco que foram para minha carreira, mas também pelas imagens que consegui fazer.

Eu acredito que a fotografia tem muito esse negócio de ‘congelar um momento’, de estar ali presente na hora que algo acontece… e essa é a graça de você ter uma foto sua de quando você era criança, por exemplo. Quando você lembra daquele momento você é envolvido em várias outras situações e isto leva a fotografia para muito além da imagem: ela está no sentimento, na situação, no que ela representa. E para seguir essa linha de pensamento eu posso enumerar três fotografias que representam muito bem momentos que foram muito importantes no meu trajeto”:

Essa foto é a tradução do que foi a viagem “Brasileiros”. Eu fui atrás dessa imagem, atrás do “verdadeiro brasileiro”. Eu queria representar aquela coisa extremamente acolhedora do nosso povo e que a gente não se dá conta por causa da nossa realidade daqui de São Paulo, do nosso dia a dia. A gente vive num ritmo frenético, cada um com mil problemas, resolvendo um zilhão de coisas e ai você parte pro interior do Brasil e entra na casa dessas pessoas que vivem de forma muito simples e humilde e elas recebem com uma troca de energia muito diferente da nossa, de comunicação de timing. E acho que por isso essa foto é tão importante pra mim, esse senhor traduziu muito bem a ideia que eu tinha e queria transmitir”.

“Eu gosto das fotos da Adriane Galisteu por causa do momento em que elas aconteceram e como elas marcaram a minha vida e a minha carreira”.

“Essa foto tem um grande impacto porque foi a minha primeira jogando tinta em alguém. E muito aconteceu a partir desta imagem”.

Em 2009 realizou o ensaio fotográfico “Sexual Color”, exposto em Nova York , onde diversas famosas brasileiras foram fotografadas nuas, cobertas por tinta, chocolate, urucum, areia e maquiagem.

“Quando comecei a apresentar a ideia da “Sexual Colors” a Adriane Galisteu topou fazer e entrar como madrinha da série. Por causa dela, o negócio tomou uma repercussão mundial e foi publicado em tudo quanto é lugar no Brasil, em blogs e revistas. Até que alguém de algum canto puxou a série e publicou em um site de tendências grande lá fora lá fora e aí o negócio espalhou. Essa situação dos blogs de repassarem a informação o tempo todo me ajudou demais, a informação é passada pra muita gente, em muitos lugares”.

Tudo que eu fiz eram expressões artísticas que eram uma tradução de alguma coisa que eu estava sentido. Acho que a fotografia foi um lugar onde eu encontrei uma forma pra falar isso de um jeito coeso e que eu me sentisse completamente representado.

“A maioria das coisas que você faz e que você não tem certeza absoluta se está fazendo isso muito bem, você fica com aquela sensação de que criou uma coisa legal, mas ainda fica um vazio por não estar completo. Acho que todo mundo busca um reconhecimento quando se está produzindo qualquer coisa artística, busca uma interação”.

Um trabalho não é completo se a pessoa que está vendo não tem uma relação direta com aquilo, se ela não é tocada. A gente faz um trabalho pra tocar as pessoas! Acho que a fotografia foi o lugar que eu encontrei para conseguir traduzir esse sentimento, me sentir completo e ao mesmo tempo tocar as pessoas”.

..”Para as pessoas que estão começando eu digo que o fundamental é tirar muita foto sempre, porque é um exercício. A minha viagem foi o meu maior exercício, estar focado o dia inteiro em fotografia, o tempo todo. Pra salvar 60 fotos, eu tirei 10 mil! É muita imagem! E não é questão de ser bom ou ruim, mas é uma questão da nossa seleção, do nosso encontro com as fotos, porque todo mundo tira muita foto e nem todas as fotos são boas. Acho que isso é o diferencial no mercado de hoje: saber selecionar dentro de tantas imagens  o que a gente consegue ver como bom ou ruim”.

Pesquisa :

http://gabrielwickbold.carbonmade.com/

http://atelliefotografia.com.br/

Sobre Senhoras na Moda - Vanda Panzica

Sempre gostei muito de moda e de criar ou tirar idéias para montar meu próprio look. Com a idade temos que observar mais detalhes que nos ajudem a conservar a elegância, esconder imperfeições, realçar belezas que a idade ainda não apagou, além de nos preocuparmos com looks de custos razoáveis. Senti falta de blogs direcionados à nossa faixa etária e foi então que resolvi criar este, aos 58 anos de idade.

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